Perfeccionismo e saúde mental: quando o padrão alto vira armadilha

Amanda Colares • 18 de setembro de 2026 • 4 min de leitura
Ter padrões altos é diferente de perfeccionismo. Padrões altos motivam e são flexíveis diante de obstáculos. O perfeccionismo é rígido: o resultado precisa ser perfeito, o erro é inaceitável e qualquer resultado abaixo do ideal parece um fracasso total — independentemente do quanto foi realizado.
Como o perfeccionismo aparece no dia a dia
- Procrastinar porque começar imperfeito já sente como falhar.
- Não conseguir entregar algo que está "bom o suficiente" sem passar horas revisando.
- Dificuldade de delegar porque ninguém vai fazer "do jeito certo".
- Sensação de que o sucesso não conta, mas o fracasso confirma tudo.
- Crítica interna constante e desproporcionalmente severa.
O que a terapia trabalha
O perfeccionismo tem raízes geralmente em vergonha — o medo de que o erro revele algo fundamental sobre quem você é. A terapia ajuda a separar desempenho de valor pessoal, a tolerar a imperfeição sem catastrofizar e a desenvolver uma relação mais compassiva com os próprios limites.
Registrar situações em que você agiu "bem o suficiente" e o mundo não desabou é um exercício terapêutico simples. O diário no Haven é um bom lugar para isso.

Amanda Colares
Criadora do Haven • estudante de Psicologia
Desenvolvedora do Haven e estudante de Psicologia, unindo tecnologia e cuidado em saúde mental. Constrói o Haven pensando no espaço que gostaria de ter tido entre uma sessão e outra.
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